Pausas para Reflexão

O que está por trás do desenho das crianças no uso das terapias expressivas?

Quando a criança desenha, ela elabora o seu pensamento, mostra sua visão de mundo, cria algo novo e busca se divertir. É também um jogo que não exige companheiros, onde a criança é dona de suas próprias regras. Nesse jogo solitário, ela vai aprender a estar só, “aprender a só ser”.

Vamos  pensar em algumas perguntas que surgem sobre o desenho da criança e adolescente, no contexto escolar;

O que fazer quando o professor não entende o desenho da criança? Devemos perguntar à criança o que ela desenhou?

O que dizer quando não achamos bonito o desenho, falar o que realmente pensamos, ou elogiá-lo?

Por que algumas crianças usam sempre as mesmas cores? O que fazer quando as crianças dizem que não sabem desenhar o que é pedido?

Como corrigir o desenho da criança quando ela não usa as cores corretas ? O que significa quando a criança desenha só num cantinho do papel?

Mediante estas questões, precisamos pensar sobre as expectativas que temos dos desenhos das crianças. E priorizar o diálogo que estabelecemos com elas a respeito da sua produção gráfica, e como fazer as intervenções mediante uma produção artística.

Um exemplo:

Criança de 11 anos com dificuldades de aprendizagens, com déficit de atenção. Ao usar a régua para medir, começa a desenhar e a pintar, percebe suas competências e adquire mais confiança no seu processo de conhecimento, entendendo que ele vai além do contexto escolar. Ao chegar ao consultório à  mãe relata sobre as reclamações dos professores, que a criança tinha dificuldades de  concentração e não tinha interesse pelas aulas. Como essa criança no consultório conseguiu desenhar, focar e terminar o seu desenho?

Ilustrando o tema.

Uma mãe me procurou, pois a escola havia solicitado uma psicopedagoga, para seu filho, pois a criança havia feito o seguinte desenho na sala de aula: um túmulo, e escreveu nele, aqui minha mãe esta enterrada. A mãe chorava desesperadamente, e me perguntou: “O que meu filho tem?” Fiz a seguinte pergunta: Como foi na sua casa antes dele ir para a escola?

Ela respondeu: “briguei muito com ele, obriguei-o a ir para escola.” Ela mesma falou: “Será que tem haver com o desenho?” Sinceramente, eu pouco falei, ela mesma foi fazendo suas observações. Eu disse: “parece que temos que fazer um processo para que seu filho retire você do túmulo que ele criou”.

O desenho engloba um conjunto de potencialidades e necessidades da criança, que, ao desenhar, expressa sua maneira de existir, seus aspectos emocionais, psíquicos, físicos e cognitivos e o meio em que vive.

Em cada detalhe do desenho, a criança expõe seus medos, descobertas, alegrias, fantasias e tristezas. Tendo como base os dois exemplos, vimos que a utilização das terapias expressivas possibilitou estímulos de expressões não verbais no contexto terapêutico e foi possível promover o desenvolvimento de suas habilidades.

O conceito mais importante por trás do uso da terapia expressiva, é que usar a imaginação para criar, ajuda a promover a cura física e mental.

Experimento

Verifique que tipo de reação essa imagem desperta em você. Use a técnica da Escrita Criativa. A arte possibilita um diálogo com quem a observa criando situações, os materiais utilizados propõem uma reflexão sobre   o significado da obra.

Obra: Monalisa de Leonardo Da Vinci

“Atendimento presencial em Santo Antônio do Monte – MG e sessões online para todo o Brasil e exterior.”

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