Pausas para Reflexão

Distúrbios do sono

Dormir bem é essencial para a saúde física e emocional

Dormir não significa apenas descansar. Durante o sono, o organismo recupera energia, fortalece o sistema imunológico, consolida memórias, regula as emoções e prepara o cérebro para enfrentar os desafios do dia seguinte.

Quando esse processo é interrompido por algum distúrbio do sono, todo o funcionamento do organismo pode ser prejudicado, afetando o humor, a concentração, a memória, o rendimento no trabalho, os relacionamentos e a saúde física.

Os distúrbios do sono são alterações que interferem na qualidade, na duração ou no comportamento durante o sono. Eles podem ocorrer em qualquer idade, embora sejam mais frequentes em crianças e idosos.

Em muitos casos, essas alterações persistem por meses ou anos sem que a pessoa perceba que precisa de tratamento.

O que são os distúrbios do sono?

Os distúrbios do sono podem ocorrer por diferentes motivos, como:

  • dificuldade para iniciar ou manter o sono;
  • alterações respiratórias durante a noite;
  • movimentos involuntários durante o sono;
  • excesso de sonolência durante o dia;
  • comportamentos anormais enquanto a pessoa dorme.

Existem dezenas de distúrbios do sono. Entre os mais conhecidos estão:

  • Insônia;
  • Apneia do sono;
  • Narcolepsia;
  • Sonambulismo;
  • Síndrome das pernas inquietas;
  • Bruxismo.

O diagnóstico geralmente é realizado por um médico especialista em sono, neurologista, psiquiatra, geriatra ou clínico geral, dependendo da situação.

Os principais distúrbios do sono

1. Insônia

A insônia é o distúrbio do sono mais frequente.

Ela pode se manifestar por:

  • dificuldade para adormecer;
  • despertares frequentes durante a noite;
  • acordar muito cedo;
  • sensação de sono não reparador;
  • cansaço durante o dia.

As causas são variadas e incluem ansiedade, estresse, depressão, alterações hormonais, uso de cafeína, álcool, cigarro, medicamentos e hábitos inadequados antes de dormir.

O tratamento

O tratamento pode envolver:

  • higiene do sono;
  • criação de uma rotina para dormir;
  • redução do uso de telas à noite;
  • técnicas de relaxamento;
  • psicoterapia;
  • medicamentos quando indicados pelo médico.

2. Sonolência excessiva durante o dia

A pessoa sente dificuldade para permanecer acordada mesmo após uma noite aparentemente normal.

Isso pode comprometer:

  • trabalho;
  • estudos;
  • direção de veículos;
  • atenção e memória.

Entre as possíveis causas estão:

  • privação do sono;
  • apneia;
  • hipotireoidismo;
  • anemia;
  • depressão;
  • alguns medicamentos.

O tratamento

O tratamento depende da causa e pode incluir:

  • melhora da qualidade do sono;
  • cochilos programados em situações específicas;
  • tratamento da doença de base;
  • medicamentos prescritos pelo médico quando necessários.

3. Síndrome das pernas inquietas

É um distúrbio neurológico que provoca uma necessidade intensa de movimentar as pernas, principalmente quando a pessoa está em repouso ou tentando dormir.

É comum haver:

  • sensação de formigamento;
  • desconforto;
  • inquietação;
  • dificuldade para iniciar o sono.

Os sintomas podem piorar com:

  • estresse;
  • cafeína;
  • álcool;
  • privação de sono.

O tratamento

As orientações costumam incluir:

  • atividade física regular;
  • evitar estimulantes;
  • manter horários regulares para dormir;
  • reposição de ferro quando indicada;
  • medicamentos em casos específicos.

4. Bruxismo

O bruxismo consiste em apertar ou ranger os dentes de forma involuntária, principalmente durante o sono.

Pode provocar:

  • desgaste dentário;
  • dores na mandíbula;
  • dores de cabeça;
  • tensão muscular;
  • estalos na articulação da mandíbula.

O tratamento geralmente envolve acompanhamento odontológico, podendo incluir placas de proteção, fisioterapia e técnicas de relaxamento.

Como é feito o tratamento?

Cada distúrbio possui uma causa diferente e, por isso, o tratamento deve ser individualizado.

Pode envolver:

  • mudanças nos hábitos de sono;
  • acompanhamento médico;
  • psicoterapia;
  • medicamentos;
  • tratamento de doenças associadas.

Em alguns casos, o médico pode indicar melatonina, mas seu uso deve ser feito apenas com orientação profissional.

O papel da psicoterapia

Nem sempre o problema está apenas no corpo.

A ansiedade, o estresse crônico, preocupações constantes, conflitos emocionais e dificuldades para lidar com as emoções podem interferir diretamente na qualidade do sono.

A psicoterapia ajuda a identificar esses fatores, desenvolver estratégias de autorregulação emocional e construir hábitos mais saudáveis, favorecendo um sono mais reparador e uma melhor qualidade de vida.

Quando procurar ajuda?

Procure avaliação profissional quando:

  • a dificuldade para dormir persiste por várias semanas;
  • existe sonolência intensa durante o dia;
  • há roncos intensos ou pausas respiratórias;
  • o sono interfere no trabalho, nos estudos ou nos relacionamentos;
  • o cansaço permanece mesmo após várias horas de sono.

Quanto mais cedo o tratamento começar, maiores são as chances de recuperar a qualidade do sono e prevenir impactos na saúde física e emocional.

Dormir bem também é cuidar da saúde mental

O sono é uma das bases do equilíbrio emocional. Quando ele é comprometido, o corpo e a mente sentem os efeitos.

Se você percebe que as dificuldades para dormir estão relacionadas à ansiedade, ao estresse ou às emoções, a psicoterapia pode ajudá-lo a compreender essas causas e desenvolver recursos para restaurar o bem-estar e a qualidade de vida.

Você não precisa enfrentar noites mal dormidas sozinho. A psicoterapia pode ajudar a compreender as causas emocionais que interferem no sono e construir caminhos para uma vida mais equilibrada. Cuidar da sua saúde mental também é cuidar da qualidade do seu sono.

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