Sentimento de abandono pode causar Neurose de abandono
De acordo com a abordagem gestáltica, a neurose é o resultado de processos inconscientes, repetitivos e obsoletos de interrupção do contato, gerando uma distorção na percepção da realidade, dificultando a recuperação do equilíbrio no campo organismo/meio e impedindo o crescimento do self.
Como ressignificar trauma de abandono? São vários, mas fico com estes dois:
Quais são os tipos de neuroses?
Dentro do campo das neuroses há basicamente três grupos de categorias pelas quais os processos de defesa se desenvolvem: a histeria, a obsessão e a fobia.
Como se chama a pessoa que se sente inferior?
Complexo de inferioridade pode ser definido como aquele sentimento de não estar à altura dos padrões sociais. Está diretamente relacionado a uma dúvida constante e incerteza sobre si mesmo, além de falta de autoestima. O complexo de inferioridade geralmente é inconsciente.
O que é complexo de inferioridade?
É um comportamento desenvolvido por pessoas com baixa autoestima, com algum transtorno mental ou que passaram por situações ruins recentemente. Ele surge do sentimento de extrema desvalorização do ser.
A pessoa pode começar a cultivá-lo ainda quando criança ou adolescente, se apegando a ocasiões em que foi criticada, rejeitada, sofreu bullying ou se sentiu pressionada para agir de determinada maneira. Assim, desenvolve uma opinião negativa (e também irreal) sobre si mesma.
Porém, para uma vida adulta saudável e feliz, essas ideias equivocadas precisam ser combatidas. É crucial compreender nossas próprias crenças limitantes para tirarmos maior proveito da vida. Caso contrário, por onde passar, o indivíduo com traços do complexo se sentirá inferior aos demais, sabotando oportunidades de crescimento pessoal e profissional.
Quem tem complexo de inferioridade apresenta condutas e pensamentos semelhantes. Se você acredita que está sofrendo ou desenvolvendo esse complexo, fique atento aos seus pensamentos e sentimentos.
A pessoa é incapaz de fazer qualquer coisa sem comparar seus métodos e resultados com o de outras pessoas que considera terem mais sucesso. Em vez de vê-las como inspiração, a pessoa idealiza o que o outro faz como o correto e se repreende por ter ideias diferentes.
Aquele que se sente inferior é ultrassensível a críticas e comentários alheios, sentindo-se imediatamente mal ao recebê-los. Mesmo quando se trata de uma brincadeira, ele leva para o pessoal.
A incapacidade de reconhecer suas qualidades torna a pessoa infeliz. Ela começa a acreditar que não tem nada de bom para oferecer ao mundo, mesmo que já tenha recebido elogios e reconhecimentos. Quando o problema está relacionado a aparência, a pessoa pode compulsivamente buscar maneiras de melhorar o que não lhe agrada em seu corpo. Procedimentos estéticos se tornam uma prática comum.
A pessoa não consegue se amar ou sentir-se amada. Embora amigos e familiares digam o contrário, ela apenas acredita em suas próprias convicções. Como consequência, desenvolve diversos hábitos negativos, podendo até se tornar autodestrutivos, à procura do alívio do sentimento de vazio.
Este deve vir de fora, do ambiente externo. A pessoa faz tudo para agradar os demais, colocando a própria segurança e saúde mental em risco para alcançar esse ideal. Ela anula os seus gostos e sonhos para que os outros se sintam melhor.
O comportamento esquivo, em que o indivíduo procura se afastar de interações sociais, também é uma característica da pessoa com complexo de inferioridade. Este pode levar ao isolamento social, que é o afastamento voluntário ou involuntário de grupos sociais. Este é comumente causado pela inadequação.
Como não consegue digerir críticas de maneira apropriada, a pessoa reage com agressividade. Aponta defeitos alheios ou faz fofoca para sentir-se melhor consigo mesmo.
Você percebeu que os últimos três comportamentos são contraditórios? Um é referente a uma preocupação em excesso para agradar, o outro envolve o afastamento de situações sociais, e, por fim, o último é carregado de agressividade e raiva.
Olhar para si mesmo e reconhecer as coisas boas que há em você pode ser uma tarefa complicada para quem nunca a fez. Uma vez que escolhemos a mudança, é uma luta diária para não retornar aos velhos padrões de inferioridade. Sozinhos, nem sempre conseguimos dar conta de todas as emoções e dúvidas que surgem ao longo do caminho.
Entretanto, quando a insegurança ameaçar tomar conta, devemos encará-la com a cabeça erguida. Todos nós temos defeitos e qualidades, coisas boas e ruins. É através da auto aceitação que conseguimos, enfim, ter controle sobre nossos traços de personalidade.
Por mais que você tenha ouvido coisas ruins sobre você no passado, não acredite em todas elas. Há críticas que podemos utilizar com muito prazer para o bem do nosso desenvolvimento pessoal. Mas há outras que servem apenas para nos magoar. Precisamos usar a nossa inteligência emocional para distinguir uma da outra.
Por que você se sente tão inferior? O que o incomoda em você mesmo? Como seria o cenário perfeito para você? Encontre as respostas para essas perguntas e identifique padrões e tendências de comportamento e pensamento.
“A rejeição deixa marcas profundas em nossa personalidade. Reviver as memórias dolorosas dia após dia, como se fosse uma punição por ser diferente, não é a melhor maneira de lidar com as sequelas deixadas por elas. Pare de ouvir a voz em sua mente que concorda com as pessoas que lhe causaram mal.”
Você é o suficiente.
Viva com sobriedade.