Sim, vamos refletir.

Hoje vou começar esse artigo dizendo que:

Atenção emocional desde a infância é o cuidado que transforma vidas.

Há 30 anos trabalho como educadora, psicóloga e psicopedagoga, além de ter feito uma especialização em dependência química. Posso dizer que me tornei referência em saúde emocional de crianças e adolescentes. Por quê?
Tudo começa na infância, na adolescência, na família, e a psicologia me dá um olhar profundo para cada fase da vida. Assim, posso ajudar famílias a construírem relações mais saudáveis e jovens mais equilibrados emocionalmente.

E quanto ao trabalho? Vamos conversar através dessas perguntas, porque cuidar da saúde emocional não é um detalhe — é a base de tudo.


1. Como saber se meu filho precisa de acompanhamento psicológico?

Todo comportamento comunica algo. É importante observar o que a criança expressa, mesmo sem palavras, por meio de suas atitudes, emoções e reações no dia a dia. Alguns sinais podem indicar a necessidade de acompanhamento psicológico.


2. Como funciona a primeira consulta com um adolescente? O que os pais podem esperar?

Primeiramente, é o acolhimento, o vínculo, o encontro, a escuta como processo — aliviando inseguranças dos pais e quebrando resistências dos pacientes.


3. A terapia pode ajudar adolescentes a controlar a ansiedade, desenvolver autoestima e viver melhor na sociedade?

Sim. Tenho inúmeros casos em que adolescentes melhoraram seu comportamento na sala de aula, na vida social e espiritual, e puderam entender o funcionamento da ansiedade na vida.


4. Por que o acompanhamento psicológico é diferente para adolescentes?

É um momento especial — a busca por identidade, as grandes mudanças físicas e emocionais, e a maior influência do grupo. É uma fase cheia de dúvidas e incertezas, e eles precisam de apoio. Muitas vezes, mães, pais e professores não conseguem orientar por falta de compreensão sobre como cuidar.


5. O que os pais devem evitar dizer aos filhos num momento de conflito?

Frases como:

  • “Isso é drama.”
  • “Na minha época não era assim.”
  • “Vou te tomar o celular.”

Cada um age da forma que acha ideal, mas o que poderia ajudar é os pais buscarem orientação psicológica para instruir os filhos, em vez de só procurarem ajuda quando “a casa cai”.


6. Meu filho não quer conversar comigo, mas se abre com o psicólogo. Isso é normal?

Sim, é saudável. A relação terapêutica propõe um ambiente seguro e sem julgamentos — assim, os adolescentes se sentem acolhidos e mais confiantes para falar.


7. Como funciona a primeira consulta com o adolescente? O que os pais devem esperar?

Acolhimento e percepção da demanda do adolescente, que muitas vezes difere da dos pais. Os pais devem esperar que o filho encontre na terapia um espaço para crescer e se conhecer, percebendo suas dificuldades de ser no mundo.


8. Como é a participação dos pais?

Na terapia Gestalt com adolescentes, a participação dos pais é crucial, mas não se resume à presença física. A Gestalt enfatiza a importância do contexto familiar e da dinâmica entre pais e filhos. A adolescência é uma fase de transição que impacta ambos os lados. A participação dos pais visa o crescimento do adolescente e a melhora da relação familiar.


9. Redes sociais, bullying e comparações: como proteger a saúde mental dos adolescentes nesse ambiente digital?

Nas minhas redes sociais, busco informar e evitar mensagens negativas. Meu objetivo com pais e educadores é que possam agir de forma construtiva diante do mundo virtual, que tanto influencia os jovens. A orientação deve ajudar a tomar decisões conscientes nesse ambiente.


10. Casal funcional constrói família funcional.

Na Gestalt Terapia, uma família funcional é aquela que cumpre suas funções básicas de criação e desenvolvimento de forma equilibrada e flexível. Assim, prepara seu filho para o mundo do trabalho.

São muitas dificuldades que cada um enfrenta, mas, se cada pessoa buscar se construir como indivíduo, os conflitos serão melhor vivenciados.


Com carinho,
Lurdinha Batista