A importância dos Psicólogos na vida das pessoas.
Vou falar hoje na última semana do ano de 2022 sobre um filme que me impactou bastante e descreve bem sobre a importância dos psicólogos. O nome do filme é os Três Cristos, vamos conhecer um pouco da história que inspirou esse drama psicológico que está disponível na Netflix. Três Cristos é dirigido por Jon Avnet e tem como base o livro Three Christs of Ypsilanti, escrito por Milton Rokeach, o psicólogo da vida real que inspirou o personagem de Gere, Dr. Alan Stone.
Assim que ingressou no Ypsilanti State Hospital em 1959, Milton Rokeach já era um conceituado e influente psicólogo.
Quando o profissional conheceu os pacientes diagnosticados como esquizofrênicos paranoides que acreditavam ser Jesus Cristo, ele conseguiu colocar em prática um estudo de origem “pouco ortodoxa” onde tinha como objetivo tentar devolvê-los à lucidez. O estudo de Rokeach tinha como base fazer com que os três pacientes que acreditam ser Cristo, convivessem juntos todos os dias.
Então, Rokeach esperava que por meio de confrontos constantes entre os pacientes sobre suas crenças, e a básica bíblica que afirma que existe apenas um Cristo verdadeiro, os três homens acabariam por aceitar seus delírios exatamente como isso, livrando suas mentes da doença.
Rokeach se baseou em um caso de estudo publicado na Harper’s Magazine, que relatava duas mulheres que acreditavam ser Maria, a mãe de Cristo.
Ambas foram colocadas como colegas de quarto em um hospital psiquiátrico, e após um período sendo confrontadas com a questão lógica de que existia apenas uma Virgem Maria, uma das pacientes chegou a conclusão de que, se havia outra pessoa que se dizia ser a mãe de Deus, essa identidade não poderia lhe pertencer.
Inspirado nesse caso e em mais alguns relatos de Voltaire em Um Ensaio Sobre Crimes e Punições, o psicólogo decidiu iniciar seu próprio experimento.
Neste sentido, é um roteiro que flui, enredando com delicadeza o espectador em sua teia, motivando a curiosidade. Como os três pacientes vão interagir? Haverá mais progressos, recuos ou a oscilação constante entre ambos? Existirá cura? Boicote de colegas? Inveja? Busca de holofotes em detrimento da empatia para com os pacientes? O roteiro “brinca” com essa enxurrada de interrogações.
Existe inúmeras possibilidades de narrativas com uma discussão psicológica ou teológica, mas a forma que o filme vai dando seu desfecho é frustrante e previsível. Com isso, a produção deixa claro que não se trata de um filme cuja essência seja a psiquiatria, mas uma obra que levará o espectador a refletir sobre a fragilidade da saúde mental.
Portanto, a psicologia busca a compreensão acerca de como o ser humano cria a sua história, e o papel do psicólogo é utilizar essa ciência para conduzir uma pessoa à autodescoberta, à compreensão sobre as suas dificuldades e a forma com que se relaciona com o seu “mundo interior” e exterior. Neste filme é possível perceber o papel importante do psicólogo para que os atendimentos sejam mais humanizados.
É um filme maravilhoso, mostra o que seja um processo psicológico e seus entraves e soluções.
Assistam.