A insegurança emocional é um dos principais sintomas de transtornos mentais, como o transtorno de personalidade narcisista e o transtorno de personalidade bordeline, que na maioria dos casos resulta em baixa autoestima e, às vezes, uma autoestima exacerbada, que se manifesta por meio de um ar de superioridade ou arrogância.
Como a insegurança emocional se manifesta?
Uma forma de manifestação é: muito comum que pessoas inseguras sofram de algum nível de isolamento, de modo que, quanto maior a insegurança emocional, maior também é a sua necessidade de se isolar. Essa atitude vai trazer conforto a essa pessoa.
E como pode afetar a vida de uma pessoa?
Além do que já foi descrito, o medo da rejeição ou da crítica pode se transformar em uma constante na vida de quem é inseguro emocionalmente. Essa característica, se não submetida a um tratamento com um psicólogo, por meio da terapia você será capaz de interferir negativamente em variadas áreas da vida.
A insegurança emocional traz sensação de inferioridade, fazendo com que a pessoa não se sinta boa o suficiente para ser amada, reconhecida ou aceita, ainda que a realidade mostre o oposto. Se existe um fator que pode bloquear o sucesso profissional e impedir a progressão de uma carreira é justamente a insegurança emocional.
Por mais eficiente, produtivo e qualificado que o indivíduo seja em sua área de atuação, quando a insegurança emocional o impede de demonstrar a sua capacidade, ele acaba tendo o seu desempenho afetado, prejudicando drasticamente os seus resultados.
Como se pensamentos sabotadores surgissem como vozes na mente, dizendo que ela não é capaz de fazer isso ou aquilo, que a sua ideia não funcionará, que a sua aparência é feia, que ela não é inteligente o suficiente, entre muitos outros pensamentos que despertam ansiedade, baixa confiança e tristeza, a ponto de poder desencadear uma depressão.
“A nossa principal angústia como seres humanos é o abismo que criamos entre o agora e o depois. ” Fritz
As vezes, a nossa mente vai mais rápido do que a vida e nós antecipamos as coisas, ficamos obcecados com coisas que não aconteceram e, quase sem nos darmos conta, nos impregnamos de medos, ansiedade e muitas outras essências que se transformam em uma abrupta montanha repleta de sofrimento.
Tudo isso nos incentiva a compreender que a ideia que podemos ter do passado ou do futuro se deve mais a como vivemos o presente.
Uma técnica da Gestalt que pode ser útil para nós no cotidiano é o jogo de “assumir a responsabilidade”. Aparentemente é simples, mas exige principalmente muito comprometimento. A finalidade é nos permitir ser mais conscientes do que acontece no nosso interior, perceber, aceitar e, ao mesmo tempo, abrir espaço para um comportamento mais ativo em relação à mudança.
Portanto, a nossa preocupação com o futuro impede de viver o que tem que ser vivido, aqui e agora. Segue um pequeno exemplo: “Eu sei que estou com dor nas costas e muito sono. Sei também que muitas vezes fico fazendo muitas coisas e que fico indecisa para fazer o que tem que ser feito, eu assumo a responsabilidade disso e entendo que devo mudar as coisas”.
Se fez sentido para você, não deixe de procurar ajuda!
Grande abraço,
Lurdinha Batista
Psicóloga Clínica.